Apertem os cintos, estamos acelerando e eu nem sei pra onde.
A ferramenta OpenClaw (ex clawdbot), lançada no começo de janeiro, permite criar automações para qualquer tarefa realizada em um computador, com linguagem natural (inglês, português, espanhol).
É uma nova camada de abstração poderosíssima que transforma palavras, escritas em um chat, em processos automatizados.
Neste artigo:
Automações possíveis
Sabe aquela conta de energia que você baixa todo mês no site da empresa? Dá pra automatizar.
Aquela compra recorrente (ou esporádica) que você faz, de ifood/amazon/mercado livre? Dá pra automatizar, embora eu não recomende (por questão de segurança). A não ser que você use um cartão pré-pago 🤙.
Toda tarefa digital pode ser automatizada: Ao menos, todas que puderem ser descritas como entrada (dados), expectativa (tarefas) e saída (resultados).
Aqui vai uma lista com outros exemplos
O real valor da ferramenta é
Cron jobs + LLM com function call + integrações.
Com acesso ao navegador, terminal, seu e-mail, calendário, redes sociais e uma "inteligência artificial" capaz de executar funções, parece que nada mais é impossível.
Esse poder de automação deve acelerar (ainda mais) o ritmo de lançamento de produtos e da troca de informações na internet.
O que muda?
O conhecimento sintático de linguagens se tornou, da noite para o dia: muito menos importante.
Conceitos de engenharia de software e desenvolvimento de sistemas se tornaram: muito mais importantes.
O dev que entende de regra de negócio e se arrisca na área de produto acabou de ficar mais poderoso.
O ato de escrever código manual se tornou, na maioria dos casos, irrelevante.
Com a velocidade (e qualidade) dos novos modelos + as ferramentas sendo desenvolvidas com eles, é certo dizer que:
A automação do mundo digital chegou, e trouxe uma nova era: a da produção digital em larga escala.
Riscos
É claro, existem riscos de:
- Segurança
- Qualidade
- Matar a internet (dead-internet theory) -- muito bem explicada na palestra: O fim da internet - André Staltz
(Sim, eu usei --, mas fui eu mesmo quem escrevi)
Mas, assim como o celular, a internet, a Alexa e o ChatGPT, sinto que é inevitável.
É bom demais para não usar: e está agora em sua pior versão, já que melhora a cada dia.
E aí?
Temo pelo futuro que não entendo, mas como profissional de tecnologia que não pretende perder o emprego, decido aprender a usar tais ferramentas, no meu ritmo.
